Horácio Pontes é o pseudônimo com o qual escrevo. Não sou poeta e não tenho intenção (e muito menos a intensão) de ser um. Apenas escrevo na vertical. Várias vezes durante minha vida eu lutei contra todas as circunstâncias, querendo me libertar de cada uma delas, todos os dias arrancando de meu pescoço uma mão que me enforca cada vez mais forte. Há momentos, que por menor que seja sua existência, onde tudo é o principal, tudo é formação crítica que se converte em chuvas de lágrimas de você mesmo, perdido na solidão, onde a virtude íntima deixa de existir e dá lugar ao furor. Sou agora, neste exato momento, tudo aquilo que não fui, tudo aquilo que pude ver e não pude tocar, ali, no mais íntimo que não pude ser. É difícil querer ser aquilo que não fomos, e que na alma é uma entidade completamente real, tangível, palpável, que não sei exatamente o porquê, seria até mesmo um prenúncio de alguém que ainda irá embora e que despe seus olhos para a sua imaginação. A solidão deixa-me inconsolável, as multidões são oprimentes. No meio de tudo isso minha realidade ultrapassa qualquer ficção.

Horácio Pontes

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